sábado, 24 de fevereiro de 2018

POEMA EM PEÇAS DE LUZ

Ganhei um quadro, que de quadrado não tem,
Qualquer noite escura sem luzes para cantar
Trovas perdidas e apreendidas dentro das peças.

Pois já chegaram prontas e intocáveis de faltas.

Ganhei um viver a vida de hoje com a de ontem,,
Mais parceira do que nunca teria de minha autoria,
Agora desencantado, com os quadrados sem luzes,
Sem cidades de pedras que me agonizem e somem.

Ganhei mais quadrados de ouros-luz de distâncias
Que as estrelas de anos-luz quase me sumindo das vistas
Nunca me esconderam de nada dos dourados gestos pacifistas.

Elas, as estrelas,  pareciam longe demais para os poetas
Mas estavam  as barbas atrofiando nas caras de machos,
Na mesma medida que as peças ajeitaram uma poetiza,
Que me saltou do nada que me pediam os céus dos deuses.

Não me importa tanto os deuses lá de cima por agora,
Pois com estas peças douradas em finas luzes alquímicas,
Os deuses enlouqueceram de vez em quando, agora e sempre,
Caindo-me ao olho 3, bem em cima de meu nariz adunco.
Peças de TUPÃ, YARA, JEOVÁ, SHIVA em noite de FOLIAS de REIS.

E o dia se fez cheirinho de deusa fragrância em minha'alma
Feita de JUNCO, QUIABO, PEIXE e KARÁ MOELA.

Ganhei peças douradas de ouros que gostam muito de mim.



Gisnaldo Amorim Pinto
LAGOA SANTA. MG.
SÁBADO de 2 de FEVEIRO
Do ano de 2018.


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