Ganhei um quadro, que de quadrado não tem,
Qualquer noite escura sem luzes para cantar
Trovas perdidas e apreendidas dentro das peças.
Pois já chegaram prontas e intocáveis de faltas.
Ganhei um viver a vida de hoje com a de ontem,,
Mais parceira do que nunca teria de minha autoria,
Agora desencantado, com os quadrados sem luzes,
Sem cidades de pedras que me agonizem e somem.
Ganhei mais quadrados de ouros-luz de distâncias
Que as estrelas de anos-luz quase me sumindo das vistas
Nunca me esconderam de nada dos dourados gestos pacifistas.
Elas, as estrelas, pareciam longe demais para os poetas
Mas estavam as barbas atrofiando nas caras de machos,
Na mesma medida que as peças ajeitaram uma poetiza,
Que me saltou do nada que me pediam os céus dos deuses.
Não me importa tanto os deuses lá de cima por agora,
Pois com estas peças douradas em finas luzes alquímicas,
Os deuses enlouqueceram de vez em quando, agora e sempre,
Caindo-me ao olho 3, bem em cima de meu nariz adunco.
Peças de TUPÃ, YARA, JEOVÁ, SHIVA em noite de FOLIAS de REIS.
E o dia se fez cheirinho de deusa fragrância em minha'alma
Feita de JUNCO, QUIABO, PEIXE e KARÁ MOELA.
Ganhei peças douradas de ouros que gostam muito de mim.
Gisnaldo Amorim Pinto
LAGOA SANTA. MG.
SÁBADO de 2 de FEVEIRO
Do ano de 2018.
sábado, 24 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
(...Perante uma ameaça, como um antibiótico, “as bactérias têm de trabalhar
solidariamente”, explicou, acrescentando que, se a maioria das bactérias
trabalha em prol do mesmo fim, também há bactérias que não trabalham. “Quando
as bactérias (trabalhadoras) se apercebem que há bactérias vira-casaca,
viram-lhes as costas”, concluiu o neurocientista, sublinhando que estas
reações são ao nível de algo que possui “uma só célula, não tem mente e
não tem uma intenção”, ou seja, “nada disto tem a ver com consciência”....) ANTÔNIO DAMÁSIO autor do livro "O ERRO de DESCARTES".
SOBRE ESTA TAL DE "EDUCAÇÃO" DOS INSTINTOS.
Uma BACTÉRIA então tem um repertório de instintos. Vida de bactéria não é fácil, pois elas, as bactérias, teriam instintos sem terem cérebros e nem tão pouco dispõem da CONSCIÊNCIA. Imagino-me colocando-me no lugar de uma bactéria, como seria difícil para mim, ajudar solidariamente um humano semelhante de corpo e psique, quando visse alguém passando fome ou correndo perigo de morrer.
Ora, se para mim que disponho de um repertório ético, bebendo nas fontes dos clássicos da literatura humanizante, já seria assim algo de tão difícil, ter que agir no mundo de hoje exibindo posturas e valores de afetos agregadores, imagino como seria tão complexo para uma bactéria ajudar outra bactéria em situação de perigo de perda da própria vida. Se uma bactéria agir solidariamente por INSTINTO, seria tal qual uma programação biológica de uma máquina pré-programada para atuar de forma repetitiva e monótona, o grande risco de extinção da própria espécie seria inexorável.
E as bactérias nunca teriam chegado até o ano de 2018. Por estes continentes americanos a boa EDUCAÇÃO humana anda em crise desde as bandas das AMÉRICAS do NORTE do CENTRO ao nosso SUL, TUPINIQUIMICAMENTE desvalorizado demais pelas perdas e danos, nos causadas pelas FALTAS de EDUCAÇÕES da alma e do corpo. Ora se toda unanimidade é burra,( NELSON RODRIGUES...) ter uma programação bacteriana INSTINTIVA de agir de forma igual e monótona diante dos perigos de mortes por perto, seria algo de dizer que os INSTINTOS seriam ESTÚPIDOS, pois nunca permitiriam a CRIATIVIDADE de imaginar defesas variadas diante dos riscos de perda da vida.
E os DINOSSAUROS entraram em extinção por disporem de um monótono e repetitivo sistema LÍMBICO no CÉREBRO primitivo, sem nunca terem experimentado a rica região do CÓRTEX CEREBRAL. com suas longas conexões sinápticas, entre nervos e SEROTONINAS e DOPAMINAS.
Minha dúvida maior seria uma tal que, se como seres humanos, que temos a disposição o tal CÓRTEX cerebral, poderíamos evitar a extinção inexorável tal as BACTÉRIAS supostas, as que inventei nessa narrativa, e outros SERES VIVOS guiados pelos INSTINTOS.
Ora, ora, ora...
Penso e suponho que os INSTINTOS, educados ou não, nunca fariam a menor diferença para um humano na hora do perigo.
Na cultura orixá, por exemplo, há uma narrativa SIMBÓLICA de alta sabedoria instintiva. Dogo assim, por que não requer ser alfabetizada uma pessoa humana para ter uma postura de sabedoria diante dos perigos que a vida muitas vezes nos impõem tão inesperada e rapidamente.
Uma sabedoria de dois ORIXÁS integrados seria uma condição essencial para que uma pessoa se tornasse uma INICIADA. EXU e ORUMILÁ teriam que agir na alma de um INICIADO em parceria, de forma que as TURBULÊNCIAS arriscadas de EXU fossem caminhos para que o ORUMILÁ, o ORIXÁ da META, na alma do iniciado ou iniciada, se manifestasse como solução para as enrascadas e perigosas turbulências provocadas por EXU. E tal reação tão rápida, de forma a integrar a TURBULÊNCIA e a SAÍDA das turbulências da vida, não seria assim tão racional, de forma a esperar um tempo de reação em relação ao momento que a turbulência tenha se manifestado até achar a solução, sem risco de perda da vida. Não haveria tempo para ficar raciocinando se correr ou ficar parado. Pensar demais ou de menos não é problema.
Ora, ora...Um instinto bem apurado do iniciado permite que a saída da turbulência aconteça.
Um pescador de alto mar entra na sua canoa de madrugada e não erra o local do pesqueiro após 5 a seis horas de navegação na escuridão dos olhos cartesianos. Pois os olhos cegos para uma noite escura com céu nublado, nunca ´permitiriam a quaisquer racionalidades embarcadas nas canoas em mares revoltos, que fosse viável o nosso acesso visual ao mapa celeste escrito nas estrelas. Mas os pescadores, embora não saibam explicar o que fazem para chegar nos pesqueiros, o interessante é que eles sempre voltam do mar quase na manhã seguinte, com muito, muito e muito PEIXE.
E o melhor é que não há curso para PESCADORES e nem ESCOLAS qualificadoras, que ofereçam diplomas de PESCADORES. Aí não faz muito sentido uma suposta EDUCAÇÃO dos instintos. Pois se algo é de origem no instinto mesmo, terá que ser acessado, nem sempre por provas, leitura de livros, sites e com diplomas de formaturas. Pode ser que todo o repertório cultural que nos chega junto com os diplomas nos ajudem. Se podemos chamar isto de curso, para iniciação na pescaria haveríamos que encarar os mares revoltos na escuridão das vistas opacas e partirmos em busca dos pesqueiros que nos aguardam.
Saberes demais em profusão e razão cartesiana em doses cavalares de pensamento exagerados, podem ser TABERNÁCULOS encavernados da morosidade da vida, que diante dos perigos e turbulências, não nos oferece assim muito TEMPO para pensar. Tempo suficiente para acharmos os nossos PESQUEIROS escondidos de nós há muito tempo. Os INSTINTOS não usam os relógios, pois os relojoeiros não existem nas formas ARCAICAS de convivermos mais com a natureza, como nos restam ainda poucos grupamentos humanos indígenas, dos quais herdamos INSTINTOS de bons PESCADORES.
E então, gostaria de prestar mais atenção numa dimensão diferente da vida. E quem sabe poder conviver muito mais com os seres elementares e feitos com ÁGUA e bolinhas de sabão, subindo para o AR, cada vez que acendemos uma fogueira de SÃO JOÃO, ao som das sanfonas e violas. Seguiremos namorando mais em partilhas e trocas de carícias e afetos. E ateando o FOGO dionisíaco da alegria e descontração, poderemos tocar os PÉS numa TERRA onde saberemos muito mais QUEM SOMOS NÓS e de onde VIEMOS. Melhor agregação social coletiva do que esta não haveria, pois que no terreno das convicções afirmativas, nos permite dar as mãos e alçar alcances mais transcendentes de condição mais espiritualizada de alma, sem que tenham que ficar nos dizendo que isto pode ou não pode fazer, ou que aquilo outro é certo ou errado.
Gisnaldo Amorim Pinto.
22 de FEVEREIRO 2018.
SOBRE ESTA TAL DE "EDUCAÇÃO" DOS INSTINTOS.
Uma BACTÉRIA então tem um repertório de instintos. Vida de bactéria não é fácil, pois elas, as bactérias, teriam instintos sem terem cérebros e nem tão pouco dispõem da CONSCIÊNCIA. Imagino-me colocando-me no lugar de uma bactéria, como seria difícil para mim, ajudar solidariamente um humano semelhante de corpo e psique, quando visse alguém passando fome ou correndo perigo de morrer.
Ora, se para mim que disponho de um repertório ético, bebendo nas fontes dos clássicos da literatura humanizante, já seria assim algo de tão difícil, ter que agir no mundo de hoje exibindo posturas e valores de afetos agregadores, imagino como seria tão complexo para uma bactéria ajudar outra bactéria em situação de perigo de perda da própria vida. Se uma bactéria agir solidariamente por INSTINTO, seria tal qual uma programação biológica de uma máquina pré-programada para atuar de forma repetitiva e monótona, o grande risco de extinção da própria espécie seria inexorável.
E as bactérias nunca teriam chegado até o ano de 2018. Por estes continentes americanos a boa EDUCAÇÃO humana anda em crise desde as bandas das AMÉRICAS do NORTE do CENTRO ao nosso SUL, TUPINIQUIMICAMENTE desvalorizado demais pelas perdas e danos, nos causadas pelas FALTAS de EDUCAÇÕES da alma e do corpo. Ora se toda unanimidade é burra,( NELSON RODRIGUES...) ter uma programação bacteriana INSTINTIVA de agir de forma igual e monótona diante dos perigos de mortes por perto, seria algo de dizer que os INSTINTOS seriam ESTÚPIDOS, pois nunca permitiriam a CRIATIVIDADE de imaginar defesas variadas diante dos riscos de perda da vida.
E os DINOSSAUROS entraram em extinção por disporem de um monótono e repetitivo sistema LÍMBICO no CÉREBRO primitivo, sem nunca terem experimentado a rica região do CÓRTEX CEREBRAL. com suas longas conexões sinápticas, entre nervos e SEROTONINAS e DOPAMINAS.
Minha dúvida maior seria uma tal que, se como seres humanos, que temos a disposição o tal CÓRTEX cerebral, poderíamos evitar a extinção inexorável tal as BACTÉRIAS supostas, as que inventei nessa narrativa, e outros SERES VIVOS guiados pelos INSTINTOS.
Ora, ora, ora...
Penso e suponho que os INSTINTOS, educados ou não, nunca fariam a menor diferença para um humano na hora do perigo.
Na cultura orixá, por exemplo, há uma narrativa SIMBÓLICA de alta sabedoria instintiva. Dogo assim, por que não requer ser alfabetizada uma pessoa humana para ter uma postura de sabedoria diante dos perigos que a vida muitas vezes nos impõem tão inesperada e rapidamente.
Uma sabedoria de dois ORIXÁS integrados seria uma condição essencial para que uma pessoa se tornasse uma INICIADA. EXU e ORUMILÁ teriam que agir na alma de um INICIADO em parceria, de forma que as TURBULÊNCIAS arriscadas de EXU fossem caminhos para que o ORUMILÁ, o ORIXÁ da META, na alma do iniciado ou iniciada, se manifestasse como solução para as enrascadas e perigosas turbulências provocadas por EXU. E tal reação tão rápida, de forma a integrar a TURBULÊNCIA e a SAÍDA das turbulências da vida, não seria assim tão racional, de forma a esperar um tempo de reação em relação ao momento que a turbulência tenha se manifestado até achar a solução, sem risco de perda da vida. Não haveria tempo para ficar raciocinando se correr ou ficar parado. Pensar demais ou de menos não é problema.
Ora, ora...Um instinto bem apurado do iniciado permite que a saída da turbulência aconteça.
Um pescador de alto mar entra na sua canoa de madrugada e não erra o local do pesqueiro após 5 a seis horas de navegação na escuridão dos olhos cartesianos. Pois os olhos cegos para uma noite escura com céu nublado, nunca ´permitiriam a quaisquer racionalidades embarcadas nas canoas em mares revoltos, que fosse viável o nosso acesso visual ao mapa celeste escrito nas estrelas. Mas os pescadores, embora não saibam explicar o que fazem para chegar nos pesqueiros, o interessante é que eles sempre voltam do mar quase na manhã seguinte, com muito, muito e muito PEIXE.
E o melhor é que não há curso para PESCADORES e nem ESCOLAS qualificadoras, que ofereçam diplomas de PESCADORES. Aí não faz muito sentido uma suposta EDUCAÇÃO dos instintos. Pois se algo é de origem no instinto mesmo, terá que ser acessado, nem sempre por provas, leitura de livros, sites e com diplomas de formaturas. Pode ser que todo o repertório cultural que nos chega junto com os diplomas nos ajudem. Se podemos chamar isto de curso, para iniciação na pescaria haveríamos que encarar os mares revoltos na escuridão das vistas opacas e partirmos em busca dos pesqueiros que nos aguardam.
Saberes demais em profusão e razão cartesiana em doses cavalares de pensamento exagerados, podem ser TABERNÁCULOS encavernados da morosidade da vida, que diante dos perigos e turbulências, não nos oferece assim muito TEMPO para pensar. Tempo suficiente para acharmos os nossos PESQUEIROS escondidos de nós há muito tempo. Os INSTINTOS não usam os relógios, pois os relojoeiros não existem nas formas ARCAICAS de convivermos mais com a natureza, como nos restam ainda poucos grupamentos humanos indígenas, dos quais herdamos INSTINTOS de bons PESCADORES.
E então, gostaria de prestar mais atenção numa dimensão diferente da vida. E quem sabe poder conviver muito mais com os seres elementares e feitos com ÁGUA e bolinhas de sabão, subindo para o AR, cada vez que acendemos uma fogueira de SÃO JOÃO, ao som das sanfonas e violas. Seguiremos namorando mais em partilhas e trocas de carícias e afetos. E ateando o FOGO dionisíaco da alegria e descontração, poderemos tocar os PÉS numa TERRA onde saberemos muito mais QUEM SOMOS NÓS e de onde VIEMOS. Melhor agregação social coletiva do que esta não haveria, pois que no terreno das convicções afirmativas, nos permite dar as mãos e alçar alcances mais transcendentes de condição mais espiritualizada de alma, sem que tenham que ficar nos dizendo que isto pode ou não pode fazer, ou que aquilo outro é certo ou errado.
Gisnaldo Amorim Pinto.
22 de FEVEREIRO 2018.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
A lucidez do Olhar Profundo...
Os olhos que tudo vêem. .
Não usam lentes de vidro ,
De dependurarmos em orelhas ,
De pontas afiadas em metros.
Não usam lentes de vidro ,
De dependurarmos em orelhas ,
De pontas afiadas em metros.
Os olhos que tudo vêem...
Enxergam as escuridões alheias .
Enxergam as escuridões alheias .
Nas almas obscuras em lucidez ,
Embebidas em ruminações de acidez,
Nauseante, de pesados ouros causticantes,
Das punhaladas de algozes urubus.
Embebidas em ruminações de acidez,
Nauseante, de pesados ouros causticantes,
Das punhaladas de algozes urubus.
Dos olhares negros e mortais golpes,
Anunciados aos Olhos Que Tudo Vêem.
Anunciados aos Olhos Que Tudo Vêem.
Nunca enganam os Olhos Que Tudo vêem,
No opaco desbrilhante fel amargo ,
Das salivas mal engolidas em asias ,
Já prontas, mesmo antes de...
Chegar ao estômago em úlcera,
Hemorrágica de rubra escuridão.
No opaco desbrilhante fel amargo ,
Das salivas mal engolidas em asias ,
Já prontas, mesmo antes de...
Chegar ao estômago em úlcera,
Hemorrágica de rubra escuridão.
Que a intuição dos olhos vivos,
Se quer mediram bem as palavras.
Se quer mediram bem as palavras.
Gisnaldo Amorim Pinto.
27 de JANEIRO de 2016.
27 de JANEIRO de 2016.
PUBLICADO em 01 de FEVEREIRO de 2018.
EXPRESSÕES VISUAIS em PURAS POESIAS...
LIRISMO DAS PROFUNDEZAS DE MENTES...
QUE NÃO TEMERAM AVANÇAR DOS PRÓPRIOS LÔDOS,
QUE NÃO TEMERAM AVANÇAR DOS PRÓPRIOS LÔDOS,
E DE REPENTE:
NASCE UMA NOVA ATLÂNTIDA...
DAS MASMORRAS DA ESCURIDÃO,
ALGUÉM ME DISSE
QUE REFAÇA-SE EM LUZ...
NASCE UMA NOVA ATLÂNTIDA...
DAS MASMORRAS DA ESCURIDÃO,
ALGUÉM ME DISSE
QUE REFAÇA-SE EM LUZ...
E O UNIVERSO MUSICOU-SE...
E NASCERAM OS POETAS,
FECUNDADOS PELA LUZ DAS TREVAS...
FECUNDADOS PELA LUZ DAS TREVAS...
E COM ELES, NA MANHÃ DO SEXTO DIA...
DEPOIS DOS PASSARINHOS...
VIERAM AS POESIAS EM REDEMOINHOS
EQUILIBRADAS DAS RUIDOSAS MAROLAS
NA BARCAROLA DO SÃO FRANCISCO.
DEPOIS DOS PASSARINHOS...
VIERAM AS POESIAS EM REDEMOINHOS
EQUILIBRADAS DAS RUIDOSAS MAROLAS
NA BARCAROLA DO SÃO FRANCISCO.
Gisnaldo Amorim Pinto...
FESTA de NOSSA SENHORA do ROSÁRIO
Quinta do Sumidouro. 27 de janeiro de 2014.
PEDRO LEOPOLDO. MINAS GERAIS.
FESTA de NOSSA SENHORA do ROSÁRIO
Quinta do Sumidouro. 27 de janeiro de 2014.
PEDRO LEOPOLDO. MINAS GERAIS.
Publicado em 01 de FEVEREIRO de 2018.
MULHERES E HOMENS, NUNCA DESISTAM de AMAR:
De São Vicente...
Em São Vicente ainda:
Os homens se sentam junto às mulheres,
As mulheres e os homens juntos.
Em São Vicente ainda:
Os homens se sentam junto às mulheres,
As mulheres e os homens juntos.
Nunca na base da secura narcísica,
Mas bem perto da umidade que nos unta...
Do mais poderoso unguento de mirra sagrada,
A poção mágica que a todos agrada,
Todos e todas, que entendem dos cheiros...
E de cheirada no cangote,
Bem do genioso do estilo mineiro.
Mas bem perto da umidade que nos unta...
Do mais poderoso unguento de mirra sagrada,
A poção mágica que a todos agrada,
Todos e todas, que entendem dos cheiros...
E de cheirada no cangote,
Bem do genioso do estilo mineiro.
Minas está em São Vicente...
São Vicente está em Minas,
Mas Minas foi para longe na estação
Na plataforma da vida esperando pelo longo amparo.
São Vicente está em Minas,
Mas Minas foi para longe na estação
Na plataforma da vida esperando pelo longo amparo.
Que não chegou a tempo de embarcar com Minas,
Que foi para São Vicente de morte dos chicotes e chibatadas,
Que lá devem doer menos, no lombo.
E nem nas nádegas em chineladas.
Que foi para São Vicente de morte dos chicotes e chibatadas,
Que lá devem doer menos, no lombo.
E nem nas nádegas em chineladas.
IMAGEM DO PERCUSSIONISTA NANA VASCONCELOS:
Pois em São Vicente,
As mulheres e os homens caminham juntos,
E se sentam juntos...
As mulheres e os homens caminham juntos,
E se sentam juntos...
Coisa corriqueira...
Sentar juntos e juntarem-se todos e todas as almas...
Da herança ameríndea...
Da base negra e do branco de berço de viola,
Para bater tambores e imitar os chocalhos da sedutora serpente do paraíso,
Mantendo sempre por perto...
Os gestos bem ancestrais de outrora.
Sentar juntos e juntarem-se todos e todas as almas...
Da herança ameríndea...
Da base negra e do branco de berço de viola,
Para bater tambores e imitar os chocalhos da sedutora serpente do paraíso,
Mantendo sempre por perto...
Os gestos bem ancestrais de outrora.
E os homens e mulheres de São Vicente,
Se cheiram e por isto mesmo,
Se cantam e se reencantam.
Se cheiram e por isto mesmo,
Se cantam e se reencantam.
Gisnaldo Amorim Pinto.
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