quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

CORAÇÃO AMERICANO de MILTON com NANÁ.
https://youtu.be/ltLNHls9FR0


 IMAGEM da MÃE D'ÁGUA da AMAZÔNIA. A NOSSA SEREIA DA RAIZ MAIS FUNDA DO QUE PAPAI NOEL. ELA AINDA CANTA E ENCANTA OS HOMENS E MULHERES NAS NOITES de SONO PELO BRASIL AFORA.


 
 

















Rio Amazonas.


Nas águas
Do rio Amazonas
O meu coração se banhou
No fundo encantado
Do lado de lá
A voz da Iara chamou
Ouvi chamar
Seu canto
Cruzou o Amazonas
No bico de um sabiá
Nas asas do vento
Essa voz se espalhou
Em cada palmeira-bandeira hasteada no ar
Brasil
No bananal, Brasil
No Pantanal, Brasil
No Rio-Mar
Lá no sertão, Brasil
No litoral, Brasil
Meu coração, Brasil
Pôde escutar
Um sabiá, Brasil
Num pé de pau-brasil
Que me ensinou, Brasil
O meu cantar!



MULHERES E HOMENS, NUNCA DESISTAM de AMAR:

De São Vicente... Em São Vicente ainda:
Os homens se sentam junto às mulheres,
As mulheres e os homens juntos.

Nunca na base da secura narcísica,
Mas bem perto da umidade que nos unta...
Do mais poderoso unguento de mirra sagrada,
A poção mágica que a todos agrada,
Todos e todas, que entendem dos cheiros...
E de cheirada no cangote,

Bem do genioso do estilo mineiro.
 Minas está em São Vicente...
São Vicente está em Minas,
Mas Minas foi para longe na estação

Na plataforma da vida esperando pelo longo amparo.
Que não chegou a tempo de embarcar com Minas,
Que foi para São Vicente de morte dos chicotes e chibatadas,
Que lá devem doer menos, no lombo.

E nem nas nádegas em chineladas.
Pois em São Vicente,
As mulheres e os homens caminham juntos,
 E se sentam juntos...

Coisa corriqueira...
Sentarem-se juntos e juntarem-se todos e todas as almas...
Da herança ameríndea...
Com a base negra e do branco de berço de viola,
Para bater tambores e imitar os chocalhos da sedutora serpente do paraíso,
Mantendo sempre por perto... ]
Os gestos bem ancestrais de outrora.

E os homens e mulheres de São Vicente,
Ainda se cheiram...
E por isto mesmo,
Se cantam e se reencantam.

Gisnaldo de SÃO VICENTE do AMAZONAS.
MINHA TERRA do NUNCA, TRANSCENDENTE.

20 de DEZEMBRO de 2017.
LAGOA SANTA. MINAS.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017



SOBRE homens que vivem de ATIRAR PEDRAS...







Não me faço um sentimento de ódio,
Pelas feridas que deixei sem apagar
Num tempo de homem sangrando
Pelas marcas sem curas adocicadas
Salgadas sem o SAL sagrado do mar.



Melhor salgar as águas com mais PEIXES nos RIOS.
O SAL DA TERRA também será o SAL das ÁGUAS.

Matamos uns aos outros todas as manhãs
Sem os ouvidos mais atentos com as mágoas,
Nunca somente nossas, mas ligados na voz
De quem sofre de tanto matar o amanhecer...

ELES os homens de hoje sou um pouco deles.



Tenho vergonha do falo que nasceu dependurado
Apenas se for para viver de vãs inseminações,
Ando envergonhado destas vozes grosseiras,
Que muito embora de varizes e pernas parceiras
Melhor seria  ter PELOS pubianos invertidos
Feito a geração que gerou PITÁGORAS e CRISTOS.

Melhor viver no deserto do que assumir-se em urbanidades
Vadias, frias, limitadas pelas securas das almas nas cidades.



No melhor deserto aconchegante de minha casinha branca,
ALQUIMISTAS de ALMA mais feminina pela vida,
Que se anuncia todas as manhãs em SOLAR DESEJO,
Entre cantos e decantações de homens AGONIZANTES
De tanta desorientação vadia nas superfícies de cara de pau,

ESPERANDO de nós homens machos demais em atirar pedras,
Um pouquinho se quer de mais ouvidos para as TERNURAS.



Gisnaldo Amorim Pinto.
07 de DEZEMBRO de 2017.
LAGOA SANTA.
MINAS GERAIS