quinta-feira, 7 de dezembro de 2017



SOBRE homens que vivem de ATIRAR PEDRAS...







Não me faço um sentimento de ódio,
Pelas feridas que deixei sem apagar
Num tempo de homem sangrando
Pelas marcas sem curas adocicadas
Salgadas sem o SAL sagrado do mar.



Melhor salgar as águas com mais PEIXES nos RIOS.
O SAL DA TERRA também será o SAL das ÁGUAS.

Matamos uns aos outros todas as manhãs
Sem os ouvidos mais atentos com as mágoas,
Nunca somente nossas, mas ligados na voz
De quem sofre de tanto matar o amanhecer...

ELES os homens de hoje sou um pouco deles.



Tenho vergonha do falo que nasceu dependurado
Apenas se for para viver de vãs inseminações,
Ando envergonhado destas vozes grosseiras,
Que muito embora de varizes e pernas parceiras
Melhor seria  ter PELOS pubianos invertidos
Feito a geração que gerou PITÁGORAS e CRISTOS.

Melhor viver no deserto do que assumir-se em urbanidades
Vadias, frias, limitadas pelas securas das almas nas cidades.



No melhor deserto aconchegante de minha casinha branca,
ALQUIMISTAS de ALMA mais feminina pela vida,
Que se anuncia todas as manhãs em SOLAR DESEJO,
Entre cantos e decantações de homens AGONIZANTES
De tanta desorientação vadia nas superfícies de cara de pau,

ESPERANDO de nós homens machos demais em atirar pedras,
Um pouquinho se quer de mais ouvidos para as TERNURAS.



Gisnaldo Amorim Pinto.
07 de DEZEMBRO de 2017.
LAGOA SANTA.
MINAS GERAIS



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